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Setor sucroenergético nacional cobra ajustes no imposto da exportação do combustível estrangeiro subsidiado pelos governos Obama e Trump Desde que o governo brasileiro deixou de taxar integralmente (em 2011) e depois parcialmente (em 2017) o etanol de milho de fora do Mercosul, os EUA não só se tornaram o maior exportador do produto para o Brasil, como têm gerado concorrência desleal com o produtor de etanol de cana nacional. E as razões desleais são muitas para que na safra atual, mesmo com a taxação de 20% de 150 milhões de litros a cada trimestre, o etanol estadunindense superasse, e muito, os volumes importados em anos anteriores à essa singela cobrança. O principal são os estoques recordes do produto devido os vários subsídios governamentais ao milho dos EUA. E ainda os preços mensais mais baixos para a entrada desse combustível no Brasil. Parcela do setor sucroenergético cobra o ajuste das distorções. Uma boa parte do setor sucroenergético brasileiro, entre fornecedores de cana e industriais, a exemplo da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e parte da diretoria do Fórum Sucroenergético Nacional, defende mudanças imediatas do governo Bolsonaro para evitar a situação contra a produção nacional de etanol, que é autossuficiente ao consumo interno, mesmo em período de entressafra da cana nas regiões do Brasil. As entidades sugerem alternativas para equilibrar essa relação comercial em respeito ao produtor e toda cadeira do etanol nacional, bem como as negociações bilaterais com os EUA, que, nos últimos anos, têm priorizado a exportação para o Brasil frente à redução da oferta do seu etanol para o mercado europeu desde 2013, diante de políticas antidumping (taxação de 62,30 euros por tonelada) e ao mercado chinês com elevação da taxa de exportação de 5% para 30% (em 2017) e agora para 55% (em 2018). Esses países se protegem justamente da concorrência desleal do etanol do EUA sobre os seus mercados internos por conta dos vários subsídios do governo americano ao milho do seu agricultor. Apenas em dois desses subsídios, foram US$ 11 bilhões nesta safra, o que representou 10% da renda do produtor estadunindense, elevando bastante seus estoques de etanol de milho, que estão sendo desovados no Brasil, já que a cobrança continua sendo só de 20% sobre parte do volume total que tem entrado. “Portanto, é urgente que o governo federal volte a taxar integralmente o etanol estrangeiro ou eleve para 35% a taxação da cota dos 150 milhões de litros a cada trimestre”, defende Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana. Ele lembra que o período definido para a taxação não integral do etanol importado termina em agosto deste ano, devendo o governo restabelecer a cobrança total diante da exportação, ou fazer os ajustes.

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Diário Oficial da União (DOU) confirma a nomeação do líder da Feplana (Alexandre Andrade Lima) como presidente deste segmento no Conselho de Agronegócio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) Nesta quarta-feira (20), foi publicada no DOU a portaria 13/19 de autoria da ministra do Mapa, Teresa Cristina, enquanto presidente do Conselho do Agronegócio deste ministério, nomeando o agrônomo pernambucano, Alexandra Andrade Lima, como o novo presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool. O nomeado lidera o segmento brasileiro dos fornecedores independentes de cana. Ele é presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) – entidade que representa 70 mil canavieiros das regiões Nordeste e Centro-Sul do país. Lima também preside a Associação dos Fornecedores de Cana do Estado de Pernambuco (AFCP), com sede no Recife, e uma cooperativa rural que reativou, desde 2015, uma usina fechada no interior do seu estado natal.