Categories: AFCP NEWS

Feplana debate políticas para o segmento canavieiro em ministérios

Feplana e Unida rejeitam cobrança por mais tempo de cultivares de cana já em uso 
Em reunião quinta no Mapa, bem disputada por entidades interessadas, Feplana e Unida defenderam ajustes sobre novas regras dos cultivares Nos últimos anos, tem avançado pesquisas e desenvolvimento de novas variedades de cana por iniciativa de empresas privadas e públicas. Estas novas plantas são chamadas de cultivares. E, pela lei vigente, tais empresas podem cobrar dos produtores pelo uso dessas plantas por até 15 anos. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) concorda com a justa cobrança. Aceita inclusive a ampliação do prazo de validação e revalidação do uso dos cultivares das novas variedades por um prazo de até 25 anos, conforme propostas de lei no Congresso Nacional, pleiteados pelas empresas. Mas a entidade dos canavieiros discorda da elevação do período de cobrança para as variedades já em uso. O mesmo fez a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida). O assunto foi debatido na quinta em uma disputada reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), puxada pela Secretaria de Política Agrícola. O secretário-geral da Feplana, Luiz Henrique, lembrou também da insegurança jurídica que a cobrança dos cultivares já em uso podem gerar frente o rompimento de contratos em andamento entre produtores e as empresas de pesquisa do setor canavieiro (Ridesa, CTC e IAC). E lembrou que o novo governo busca justamente a segurança jurídica. O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de AL e a Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul também participaram. Diante das explanações e visando encontrar um consenso, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério, Eduardo Sampaio, sugeriu ao grupo das entidades presentes para que fossem realizadas outras reuniões. O assunto inclusive tem sido objeto de debates no Congresso Nacional através de alguns projetos de lei, onde as empresas têm insistindo na ampliação do prazo e na cobrança de todas as variedades da cana, independente de já estarem em uso há algum tempo pelos agricultores. “No projeto de lei 827/15 da Câmara Federal, atuamos para a garantia da justiça e segurança jurídica sobre cultivares da cana, mas já há outro projeto com teor diferente. E outro mais, no mesmo sentido, no Senado, a pedido das próprias empresas”, diz Andrade Lima. Assim, ele defende o caminho do diálogo onde respeite a todos e tenha segurança jurídica.

Messi@

Recent Posts

Alexandre Lima é reeleito presidente da Coaf e Emílio Celso como vice para triênio 2025-28

Os cooperados também elegeram Damião Gomes para secretário e Marcos Rabelo na vice-secretária. Paulo Giovanni…

1 semana ago

Coaf distribuirá sobras com cooperados e bônus médio pela cana chegará a R$ 39/ton

O valor exato aprovado para distribuição das sobras referente à usina Coaf ficou em R$…

1 semana ago

Feplana reelege Paulo Leal e Alexandre Lima no comando da entidade canavieira do Brasil

Nesta quarta-feira (19), a direção nacional da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana)…

2 semanas ago

Usina Coaf contribui com mudas nativas para o reflorestamento de área no lixão de Timbaúba

Nesta quarta-feira (12), dando continuidade a sua política de reflorestamento da região através da produção…

3 semanas ago

Quadro de advogados da AFCP possui conselheiro estadual da OAB/PE

O advogado Igor Soares de Carvalho, que já atua na Associação dos Fornecedores de Cana…

3 semanas ago

AFCP sediará Encontro Estadual dos Comitês de Bacias Hidrográficas de Pernambuco

A sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco será palco do Encontro Estadual…

3 semanas ago