O tarifaço dia EUA sobre o Brasil, que não foi retirado em relação ao etanol e ao açúcar, segue afetando uma das culturas agrícolas mais tradicionais da região Nordeste, a cana de açúcar e seus agricultores, bem como a socioeconomia dos estados produtores. Em Pernambuco, a estimativa é que a tonelada da cana seja vendida às usinas por R$ 131,47 – menor valor registrado desde janeiro/2021.
Nesta terça-feira (25), a União Nordestina do setor (Unida), presidida por Pedro Neto, reuniu-se com as entidades nos estados, a exemplo da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), para buscar o apoio dos governos estaduais. Na próxima segunda-feira (1º), às 9h30, na Assembleia Legislativa de PE, a Unida participará de uma audiência pública solicitada por deputados a pedido da AFCP para chamar a atenção da sociedade e da governadora para a questão.
“O impacto do tarifaço dos EUA e outros fatores estão provocando uma destruição silenciosa na cadeia produtiva da cana de açúcar de Pernambuco. A queda do preço da matéria-prima do açúcar e etanol tem sido significativa, inviabilizando o cultivo. O problema rebate para todo estado, sendo preciso buscar soluções conjuntas”, conta Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP.
A AFCP e o Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco, juntamente com as demais associações nos estados produtores do Nordeste, também articulam junto ao Congresso Nacional para que o governo federal crie uma subvenção emergencial de R$ 12 por tonelada de cana produzida no NE.
Por quatro anos no passado, nos governos do presidente Lula e de Dilma, esta medida foi implantada para socorrer o setor em crise diante da grave seca dos anos respectivos, sendo crucial agora diante das barreiras tarifárias e outros fatores que afetam a cana.

